
Dilyan, os Sábios. Dilyan, Os Que Tudo Vêem. Fëanor Nénharma, Alvorada do Saber.
Tem dias que levanto imantado com as lembranças de uma época passada, de muitas vidas vividas num tempo distante. Reporto-me as lutas e fúrias indomáveis, na sede infernal de trazer paz e igualdade aos meus.
Vejo meu corpo marcado pelos açoites de mãos imundas e as perfurações desferidas pelos que devotei confiança. Olho e chego a ter pena por alguns instantes, mas a foice e o movimento dos que me mantém, desperta e imanta meu corpo, de um movimento descomunal na direção dos miseráveis que roubam a inocência e as esperanças dos ainda puros deste mundo.
Chega de tanta decadência, chega de tanta imundice!
No meu observar e analisar solitário se vê hoje, uma realidade sufocante e violenta aos olhos apurados e calejados; Vejo os imundos dominando nosso plano terreno, os vejo caminhando eretos e vestidos com as armas que regem esta realidade deturpada de valores, vejo eles no poder e o pior, um séquito de parasitas os adulando.
Choro por dentro, pois na oração que devoto aos meus, eles me pedem calma, força e esperança, pois o fim deste ciclo deplorável esta findando.
Contrariado, mas esperançoso, aguardo e observo, eles caminhando com o véu da loucura e a certeza cega da impunidade.
Mas saibam, os que me pertencem, irei saboreá-los um a um, passando minha língua escura e gélida em seus espíritos consagrados a mim.
Honre quem te honra
Guto Corso